Índia, Nova Déli e Chennai

Blog | 08/02/2020

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Chegamos no aeroporto da Índia e tinha somente um ônibus para levar um avião lotado de indianos para o desembarque. Não existe fila na Índia , então todos se atropelaram e tentam entrar no mesmo ônibus. Quando chegamos no aeroporto tinha um homem esperando todos do voo com uma lista impressa em fax e com uma caneta riscando nome por nome das pessoas que estavam chegando e todos querendo dar os nomes juntos. Naquele momento deu para Imaginar como seria o nosso tempo neste país. Ao sair fomos procurar um câmbio para trocar dólares por rupees.
Decidimos ir até a parte de fora pois queríamos uma troca melhor, mas não existia câmbio. Tentamos voltar para o aeroporto, mas já não era possível pois para entrar no aeroporto é preciso pagar 100 rupees, o país é tão populoso que só pode entrar no aeroporto quem tem cartão de embarque, ou seja, familiares, despeçam-se em casa. Complicou. Explicamos para a moça que só tínhamos dólares e cartão, mas ela disse que não eram aceitos e logo mudou de assunto e saiu. Ficamos cerca de 30 minutos explicando para pessoas diferentes que sem a troca do dinheiro não iríamos conseguir sair do lugar tudo dependeria dessa troca (metro, entrada no aeroporto, comida rs), por fim chamaram alguns chefões vestidos de soldados e um deles acompanhou o Rafael até a troca. Ufa!

Como se preparar para viagem para a Índia?

Antes de programarmos nossa visita a Índia lemos muitos blogs, conversamos com pessoas que já visitaram e moraram no país (obrigada por todas as dicas @salvalindas). Ficamos um pouco receosos com tantos avisos em relação à higiene e realmente foram dicas necessárias. Não comemos nas ruas, colocamos todas as vacinas em dia, álcool em gel foi o tempo todo, a maioria dos banheiros não tem papel então o lencinho umedecido é tudo! Acho que fiquei tão neurótica que trouxe canudinho, comprei água mineral e tomei feliz com meu canudinho hahaha. Ainda faltavam 5 dias de viagem e não queríamos uma "indianite" a famosa diarreia pós Índia. Até o momento estamos bem rs. Todas as nossas viagens são programadas por nós, inclusive passagens, hotéis, passeios, transporte interno e vistos, nunca contratamos agências pois encarece muito e é super possível programar depois de pesquisar bastante.
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O que fazer na Índia?

Foi bem cansativo pois andamos muito, mas conhecemos uma cultura muito diferente. Visitamos vários pontos turísticos e acredito que passamos de 15 - 20 vezes em detectores de metais. São detectores e inspeções desde o aeroporto até os metrôs, shoppings, lojinhas, pontos turísticos, praças de alimentação, para todo lado tem detector.
O turismo mais interessante de se fazer em Nova Déli é o cultural e religioso, visitar mercados e templos resume o melhor da ÍNDIA, o mais interessante sem dúvida é o choque cultural que você sofre quando coloca os pés no país mais populoso proporcionalmente do planeta.
O mais legal de Nova Deli é o templo Arkshadam (foto acima), um templo majestoso, é um grande complexo de templos feitos de arenito rosa e mármore branco. O complexo apresenta um show de água, um belo jardim e três exposições, entre os quais um passeio cultural de barco. A arquitetura, como muitos templos na Índia é impressionante. O mandir Akshardham consiste em 234 pilares intrincadamente esculpidos, 9 cúpulas ornamentadas e 20.000 estátuas de deidades da Índia. Em termos de construções humanas, esta é sem dúvida a mais impressionante, ganhando de todas as obras ocidentais que já vimos! O mais legal? você não precisa pagar nada para entrar, nem mesmo para o guarda volume, você deve deixar seus sapatos, câmeras, comida, deverá passar por detector e revista e enfim entrar no templo pouco conhecido mundialmente mas que não perdemos por indicação dos amigos viajantes Teka e Chico.
Outro templo bem legal é o Lottus Temple, que é uma Casa de Adoração Bahá'í situado em Nova Deli, na Índia, popularmente conhecido como Templo de Lótus devido a sua forma de flor. O edifício foi concluído em 1986 e serve como templo mãe no subcontinente indiano. Ele já ganhou inúmeros prêmios de arquitetura e tem sido destaque de centenas de artigos de jornais e revistas.
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Ficamos o tempo todo juntos na Índia, mas em uma situação tivemos que nos separar pois no Lotos Temple não aceitava a entrada com mochilas e não tinha guarda volumes , então um teve que ir primeiro e depois o outro. Os indianos gostam de puxar conversa e as vezes são insistentes, perguntam para onde estamos indo e eu achava tudo bem estranho, mandava um "I dont speak english" e pronto. Eles olham estranho quando estamos sozinhas. O Rafael conversou com vários, eles são extremamente simples, perguntavam de onde éramos e logo falavam de futebol.
Não deixe de visitar os mercados de rua, eles são verdadeiros comércios a céu aberto nas ruas de Nova Deli, se você acha que no Brasil temos muita desigualdade é porque não foi a Índia, o sistema de castas ainda é operante, e vimos um contraste absurdo entre riqueza e pobreza no país, como vocês podem ver na foto abaixo vimos uma mulher lavando suas panelas na poça d'água.
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Transporte

Outro momento que nos separamos foi no metrô que é muito bom por sinal, mas os primeiros vagões são para as mulheres, e o restante para rapaziada, o Rafa entrou sem querer comigo no metrô e foi um constrangimento só, andar de metrô por lá é muito fácil, já em Chennai, nada de metrô, apesar de ter 4 milhões de habitantes a estrutura da cidade é péssima, e só vale a visita para conhecer um lado da Índia que não o turístico, mas a realidade pura e simples, também andamos e quase morremos nos famosos carros-moto chamados de tuk-tuk, são bem baratos, mas é um risco real de vida, pagamos R$50 reais e rodamos 1hora entre buzinadas e quase batidas, foi a parte radical da viagem.
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O que comer?

A comida indiana, realmente feita na Índia, é sempre muito picante. Ponto final. Nós não somos lá adeptos a culinária indiana, o Rafael gosta um pouco de curry, eu já detesto até o cheiro, passamos pela vergonha de pedir carne no fast food, e ficamos mega felizes de encontrarmos a melhor rede de donuts do mundo (Kryspy Kreme). Grande parte da população indiana é vegetariana, pelo que abundam nos menus os pratos à base de verduras e vegetais, sempre bem marinados num molhinho… picante, claro! Vaca, nem irão vê-la, pelo menos nos pratos.
DICAS FINAIS:
Visite a Índia (não, nós não queremos voltar, mas vale uma visita)

Como tirar visto para a Índia

Quer os cidadãos Portugueses, quer os Brasileiros, necessitam de visto de turismo para entrar na Índia, que devem ser pedidos, com alguma antecedência, através das respectivas delegações consulares. Mas se você vai ficar por até 72h em cada parada é só apresentar o passaporte no aeroporto e tirar o visto de trânsito gratuitamente.

Línguas faladas na Índia

Há muitas línguas oficiais: Hindi, Urdu, Tamil, Bengali, Kashmiri, Kannada, Marathi, Gujarati, Telugu, Punjabi. Nas zonas turísticas toda a gente fala ou entende o Inglês.
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Dinheiro

A moeda oficial é a Rupia Indiana, que vale cerca de 0,016 Euros. Ver câmbio.
Código: INR
Símbolo: Rs
É fácil levantar dinheiro em ATMs com um cartão Electron normal. Os cartões de crédito Visa, MasterCard ou American Express são vulgarmente aceites nas grandes cidades, embora alguns locais mais pequenos possam cobrar uma sobretaxa. Eu prefiro sempre pagar em dinheiro. Os indianos são muitos bons a “iludir”, por isso só se deve trocar dinheiro em casas devidamente autorizadas, no aeroporto ou nos hotéis. Recusar sempre trocar dinheiro na rua.
A maioria dos sítios mid-range e top (hotéis, restaurantes, etc) adicionam cerca de 10% de taxa de serviço a tudo. Nos sítios mais baratos, onde essa taxa não é adicionada, uma gorjeta é sempre muito apreciada, ainda que pequena (pode-se tomar os 10% como referencia).

Alguns preços na Índia para referência

Garrafa de água 1L: 12-20 Rs
Coca-Cola 33 cl: 20 Rs
Refeição 2 pessoas: 300-1.000 Rs
Auto-rickshaw percurso pequeno: 50-80 Rs
Electricidade
A corrente eléctrica é de 230-240V 50Hz. Em princípio, as fichas de dois pinos redondos darão para qualquer tomada mas nunca é má ideia levar um adaptador.

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